Clínica de Tratamento – Drogas e Alcoolismo

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DEPENDÊNCIA QUÍMICA

O que é dependência química

Popularmente chamada de vício, a adicção ou dependência química é, antes de mais nada, uma doença caracterizada por uma necessidade compulsiva de uso de substâncias psicoativas (lícitas ou ilícitas), permeada pelo desenvolvimento de tolerância (aumento gradual das doses ingeridas), mudanças comportamentais, emocionais e das relações sociais. Segundo matéria publicada na folha.com, os psiquiatras Jair Mari e Rodrigo Bressan (ambos professores da Universidade Federal de São Paulo) explicam que o “vício” é uma combinação de fatores biológico, psicológico e cultural. Todos atuando de forma simultânea.

A dependência química está classificada entre os transtornos psiquiátricos, sendo considerada uma doença crônica. Por se tratar de doença crônica, a dependência química leva a pessoa a uma progressiva mudança de comportamento, gerando uma adapatação a doença, a fim de proteger o uso da droga. Ainda na concepção da dependência química como doença, ela é caracterizada como progressiva, incurável, mas tratável, apesar de problemas significativos para o dependente.

A dependência químcia é uma doença de evolução própria, que pode levar à insanidade, prisão ou morte. O tratamento para dependência química é possível. E nós podemos ajudar!

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Biologicamente

O vício ou dependência química ocorre devido à adaptação celular à quantidade de drogas que é preciso para promover aquele bem- estar que se tinha com pequenas quantidades de drogas. A adaptação celular ocorre em nível intracelular e extracelular, criando “barreiras/defesas” que impedem que a droga estimule o funcionamento celular, que fica sobrecarregado pela produção anormal de dopamina (substância liberada pelo organismo em decorrência da estimulação produzida pelo consumo das drogas. Esta substância é responsável pela sensação de prazer). Há, portanto, uma neuroadaptação do sistema de recompensa do Sistema Nervoso Central (SNC). Essa neuroadaptação significa que será necessário um maior consumo de drogas para se obter o mesmo efeito de “prazer” que se obtinha com pequenas doses no início do uso. Será necessária uma dose maior de drogas para ativar o sistema intracelular. É o que chamamos de tolerância.

Uma vez desenvolvido o mecanismo de defesa celular, não se sabe como desativar, por isso o indivíduo que desenvolveu o vício (ou tolerância) permanece com o vício e nunca mais usará drogas como antes. Essa adaptação celular fica guardada na memória celular.

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Geneticamente

Cada indivíduo tem sua biologia particular que é gerenciada pelos genes que herdamos. Então as pessoas tem vulnerabilidade diferente para desenvolver os mecanismos de adaptação, sendo que algumas pessoas podem até não desenvolver os mecanismos da adicção. No entanto, existe um grupo de aproximadamente 10% da população que desenvolve essa resposta celular e terão os mecanismos de tolerância ativados. Para esta parcela da população, o consumo de cocaína, por exemplo, pode chegar até 15 gramas em 24h, enquanto em indivíduos normais o consumo de meio grama pode levar a morte, pois seu organismo pode não estar adaptado.


Psicologicamente

O uso das drogas pode ajudar indivíduos mais ansiosos, deprimidos ou tímidos a quebrar barreiras de defesa que impedem uma interação social mais efetiva.


Culturamente

O uso das drogas acontece há milhares de anos e muito provavelmente vai acompanhar toda a história da humanidade. Quer seja por razões religiosas ou culturais, o consumo de drogas tem a ver com uma relação tribal, de rituais sociais. É utilizada para comemorar, celebrar ou superar um momento difícil.

Nos últimos 10 anos, com o avanço da neurociência, os mecanismos que levam ao vício puderam ser mais bem entendidos, embora ainda não seja completamente compreendido. É certo que a adicção não é uma “falha no caráter” ou “falta de vergonha na cara”. É uma doença de aspectos multidisciplinares e como tal merece tratamento adequado.