Alcoolismo, também chamado de dependência de álcool ou transtorno por uso de álcool, é uma condição em que a pessoa perde controle sobre o consumo e continua bebendo apesar de prejuízos ou riscos.
Em resumo: a dependência não é definida apenas por beber todos os dias. Importam perda de controle, fissura, consequências, tolerância, abstinência e o espaço que a bebida passa a ocupar na vida.
Sintomas do transtorno por uso de álcool
- beber mais ou por mais tempo do que pretendia;
- não conseguir reduzir apesar das tentativas;
- sentir forte desejo de beber;
- falhar em responsabilidades ou abandonar atividades;
- continuar mesmo com danos físicos, emocionais ou familiares;
- precisar de quantidades maiores para o mesmo efeito;
- apresentar sintomas ao reduzir ou parar.
Tolerância, fissura e abstinência
Tolerância é a necessidade de aumentar a quantidade para obter efeitos semelhantes. Fissura é o desejo intenso. Abstinência pode provocar tremor, suor, ansiedade, náusea, insônia e agitação; em casos graves, convulsão, confusão e alucinações.
Quem bebe muito ou já teve abstinência não deve parar abruptamente sem orientação médica.
Consequências para saúde e relações
O álcool se relaciona a doenças do fígado, coração, sistema nervoso e aparelho digestivo, além de acidentes, violência e piora de ansiedade e depressão. A gravidade varia, e danos podem aparecer antes de uma dependência estabelecida.
Como é feito o diagnóstico
O profissional avalia padrão de consumo, contexto, sintomas, riscos, outras substâncias, doenças e saúde mental. Exames ajudam a verificar consequências, mas resultados normais não excluem o transtorno.
Opções de tratamento
Psicoterapia, medicamentos prescritos, acompanhamento médico, grupos de apoio e orientação familiar podem fazer parte do plano. Algumas pessoas necessitam estabilização ou internação; outras são cuidadas ambulatorialmente. O tratamento adequado é definido após avaliação.